Adquirida por US$ 207 milhões, a Napster abandona o streaming de música e aposta em IA. A empresa firmou parceria nos Emirados Árabes para criar clones digitais de professores.
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Adquirida por US$ 207 milhões, a Napster abandona o streaming de música e aposta em IA. A empresa firmou parceria nos Emirados Árabes para criar clones digitais de professores.
A Napster, nome que revolucionou a distribuição de música no início da era das ponto-com e se tornou o maior pesadelo da indústria fonográfica, está de volta com um propósito completamente diferente. A empresa firmou uma parceria estratégica com a Gems Education, nos Emirados Árabes Unidos, para desenvolver agentes de inteligência artificial e personas digitais voltadas para o setor educacional. A iniciativa busca testar como a tecnologia pode ampliar e otimizar o trabalho de professores e alunos em sala de aula.
A atual encarnação da Napster não guarda semelhanças com sua origem. Lançada em 1999 por Shawn Fanning e Sean Parker, a plataforma original de compartilhamento de arquivos peer-to-peer forçou o entretenimento a repensar a venda e o controle de conteúdo, mas sucumbiu a batalhas judiciais por violação de direitos autorais em 2001. Após diversas iterações como serviço de streaming de música, a marca foi adquirida em 2025 pela Infinite Reality, empresa de tecnologia da Flórida, por US$ 207 milhões, marcando sua transição definitiva para uma plataforma de inteligência artificial.
Como parte dessa reestruturação, a companhia encerrou abruptamente seu serviço de streaming de música em janeiro deste ano e agora estabelece um hub regional em Dubai. A liderança da operação no Oriente Médio e na África ficou a cargo de Samuel Huber, ex-fundador e CEO da Landvault, empresa britânica de tecnologia adquirida pela Infinite Reality em 2024. Sob sua gestão, a Napster busca reposicionar seu legado histórico em um novo contexto tecnológico.
Segundo Huber, a essência da marca permanece a mesma, embora o objeto de disputa tenha mudado. “O nome sempre foi sobre dar poder aos usuários. Há vinte e cinco anos, era sobre a música e como ela deveria pertencer às pessoas, não aos porteiros. Agora é a mesma luta, o mesmo ethos, mas sobre dados e inteligência”, afirma o executivo. A nova estratégia da Napster reflete um movimento mais amplo de desafiar a hegemonia das grandes corporações de modelos de inteligência artificial no mercado atual.
Imagem: Pavel Danilyuk / Pexels — Pexels License
Paulo Júnio de Lima é Administrador com MBA em Marketing Digital e especialista em estratégia, inovação e gestão de projetos. Na Comunicação e Relações Públicas da Grande Loja Maçônica de Minas Gerais, desenvolve soluções para fortalecimento institucional. Com passagens por ORO, Agência Open, Brasil84 e VTIC, acumula experiência em marketing digital, branding e transformação digital. Certificado pelo IA Lab do Estúdio Kimura, aplica inteligência artificial em design, automação e comunicação. Membro ativo da Ordem DeMolay há mais de 18 anos, atua também em projetos sociais e educacionais.
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