Apple busca liminar contra a OpenAI e revela que mais ex-funcionários podem ter levado segredos comerciais e dados de produtos não anunciados para a rival.
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Apple busca liminar contra a OpenAI e revela que mais ex-funcionários podem ter levado segredos comerciais e dados de produtos não anunciados para a rival.
A Apple intensificou sua batalha legal contra a OpenAI ao buscar uma liminar preliminar para impedir que a desenvolvedora de modelos de inteligência artificial avance com a criação de dispositivos ou produtos baseados em sua tecnologia. Em uma nova petição judicial, a gigante de Cupertino alega que a investigação sobre o roubo de segredos comerciais se expandiu, apontando que um número maior de ex-funcionários pode ter retido ou acessado informações confidenciais antes de migrar para a rival.
A empresa solicita a descoberta acelerada de documentos envolvendo os funcionários acusados, o engenheiro sênior de sistemas Chang Liu e o diretor de hardware Tang Yew Tan, além da própria OpenAI, de sua fundação e da io, startup de dispositivos cofundada pelo ex-designer-chefe da Apple, Jony Ive. O documento revela que a investigação contínua identificou outros 11 ex-colaboradores da Apple, além de Liu e Tan, que podem estar envolvidos ou atuar como testemunhas no caso, somando-se a nomes já citados na queixa original, como a funcionária da OpenAI Yu-Ting Peng.
A petição marca uma escalada no conflito, sugerindo que a Apple encontrou novas evidências de que a conduta inadequada vai além dos funcionários inicialmente nomeados. Segundo o documento, um ex-funcionário teria se reunido com Liu e Peng antes da entrevista desta na OpenAI para discutir informações proprietárias sobre produtos não anunciados. Em outro caso, um ex-colaborador teria capturado telas de documentos confidenciais sobre um produto inédito da Apple antes de seu processo seletivo na empresa de inteligência artificial.
A Apple também relatou que, após o registro da queixa, diversos ex-funcionários agora na OpenAI entraram em contato para devolver dispositivos de trabalho emitidos pela empresa que haviam retido ao deixar a companhia, o que reforça as suspeitas de um esquema mais amplo. Em resposta pública, a OpenAI publicou um artigo em seu blog classificando o pedido de liminar da Apple como baseado em informações falsas, rejeitando as acusações e preparando o terreno para um embate jurídico de grandes proporções no setor de tecnologia.
Imagem: Esculenta / Wikimedia Commons — CC BY-SA 4.0
Paulo Júnio de Lima é Administrador com MBA em Marketing Digital e especialista em estratégia, inovação e gestão de projetos. Na Comunicação e Relações Públicas da Grande Loja Maçônica de Minas Gerais, desenvolve soluções para fortalecimento institucional. Com passagens por ORO, Agência Open, Brasil84 e VTIC, acumula experiência em marketing digital, branding e transformação digital. Certificado pelo IA Lab do Estúdio Kimura, aplica inteligência artificial em design, automação e comunicação. Membro ativo da Ordem DeMolay há mais de 18 anos, atua também em projetos sociais e educacionais.
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