Destaques da Semana 15 de Setembro de 2025

Destaques da Semana AI Business Journal – Seu resumo semanal de tecnologia e inteligência artificial

Charge criada no Midjourney com base nos destaques da semana

Bem-vindo ao AI Business Journal. Hoje é 15 de setembro de 2025, e aqui está o que você precisa saber sobre os principais movimentos do mercado e as notícias mais relevantes sobre inteligência artificial no mundo. Clique em seguir no spotify e receba sempre na íntegra os destaques da semana. Nesta edição, reunimos os destaques que marcaram a semana — avanços tecnológicos, estratégias de gigantes do setor, impacto econômico e mudanças geopolíticas que moldam o futuro da IA.

Estados Unidos investigam chatbots que atuam como “amigos” de crianças e adolescentes

A Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC) iniciou uma investigação formal contra sete empresas, incluindo OpenAI, Meta, Snap e Character.AI, para apurar os riscos de chatbots que simulam relações afetivas com crianças. O foco está em potenciais danos psicológicos e falhas em proteger a privacidade dos menores.

A FTC exige que essas empresas detalhem como treinam, testam e monitoram os sistemas de IA voltados ao público jovem. A preocupação central é o uso de IA que, ao simular empatia ou amizade, possa influenciar decisões ou comportamentos vulneráveis de adolescentes.

Essa movimentação abre caminho para regulações mais rígidas no setor, com foco específico em IA emocional. Caso novas regras sejam definidas, o impacto será global, forçando startups e gigantes de IA a reverem estratégias para públicos sensíveis.

OpenAI fecha contrato de US$ 300 bilhões com Oracle para infraestrutura de IA

A OpenAI firmou um acordo de cinco anos com a Oracle, avaliado em US$ 300 bilhões, para ampliar sua capacidade computacional. O contrato visa assegurar recursos suficientes para manter a operação de seus modelos de linguagem, além de acelerar pesquisas avançadas em IA.

Esse movimento reforça a tendência de centralização da infraestrutura de IA em grandes players, dificultando o acesso a poder computacional para pequenas startups e centros acadêmicos. O custo operacional da IA generativa está escalando de forma inédita.

Com esse nível de investimento, a OpenAI se posiciona para manter vantagem estratégica nos próximos anos. No entanto, esse tipo de concentração pode provocar debates sobre concorrência, monopólio e soberania tecnológica.

UNESCO capacita jovens da América Latina em IA generativa com foco ético

Mais de 1.100 jovens do Brasil, Argentina, Colômbia e México participaram de um programa educacional liderado pela UNESCO, em parceria com KPMG e Junior Achievement Americas. O foco foi capacitar adolescentes de comunidades pouco assistidas para usarem IA generativa de forma ética e criativa.

Os participantes aprenderam a utilizar ferramentas de IA, ao mesmo tempo em que foram incentivados a refletir sobre privacidade, viés algorítmico e responsabilidade no uso dessas tecnologias. O objetivo é promover uma cidadania digital mais crítica e inclusiva.

Iniciativas como essa mostram como a formação em IA deve ir além da técnica e incluir valores sociais. A tendência é que mais organizações internacionais invistam nesse tipo de educação como política pública e inclusão tecnológica.

Microsoft assina contrato de US$ 17,4 bilhões com Nebius para data centers de IA

A Microsoft anunciou um acordo de US$ 17,4 bilhões com a empresa de infraestrutura Nebius, visando ampliar sua capacidade de computação para IA. O contrato garante fornecimento massivo de GPUs e infraestrutura em nuvem ao longo dos próximos cinco anos.

Esse investimento responde à crescente demanda por processamento para treinar modelos de IA como Copilot e GPT. A escassez global de chips e a corrida por data centers tornam parcerias como essa uma vantagem competitiva.

O movimento também pressiona o setor público e países emergentes a desenvolverem sua própria infraestrutura de IA — ou dependerão cada vez mais de provedores globais. A disputa por poder computacional virou questão geopolítica.

UNESCO defende IA centrada no humano durante a Digital Learning Week

A Digital Learning Week 2025, organizada pela UNESCO em Paris, reuniu especialistas do mundo todo para debater o uso ético e inclusivo da IA na educação. O evento colocou em pauta os dilemas que surgem quando algoritmos substituem ou influenciam professores e estudantes.

Com o tema “AI e o futuro da educação: disrupturas, dilemas e direções”, a conferência abordou temas como viés algorítmico, transparência, proteção de dados e requalificação docente. O uso da IA precisa respeitar valores educacionais e culturais.

A conclusão é clara: adotar IA na educação sem diretrizes éticas pode aprofundar desigualdades. O desafio será alinhar inovação tecnológica com justiça educacional — algo que governos precisarão incorporar urgentemente em suas políticas públicas.

Reino Unido e Estados Unidos firmam pacto bilionário para fortalecer IA e semicondutores

Durante visita oficial de Donald Trump ao Reino Unido, os dois países anunciaram um acordo tecnológico multibilionário com foco em IA, semicondutores, computação quântica e infraestrutura crítica. O pacto visa garantir soberania digital e reduzir dependências de países rivais.

Empresas como Nvidia e OpenAI devem participar da iniciativa, que prevê desde incentivos à pesquisa até investimentos em novos centros de dados. A cooperação bilateral também abrange segurança cibernética e governança de IA.

O acordo marca um reposicionamento estratégico do Ocidente frente à crescente influência tecnológica da China. A inteligência artificial se consolida como peça-chave da diplomacia internacional e da segurança nacional.

Google lança novo modelo de IA para diagnósticos médicos com precisão recorde

O Google Health apresentou um novo modelo de IA voltado à análise de exames médicos, com resultados que superam especialistas humanos em diversas tarefas de diagnóstico. A ferramenta já foi testada em ambientes clínicos e obteve acurácia superior a 95%.

Esse avanço pode transformar a medicina diagnóstica, reduzindo erros e acelerando tratamentos. O modelo é capaz de interpretar imagens como raios-X e ressonâncias com alto nível de confiabilidade, mesmo em ambientes com poucos recursos.

No entanto, especialistas alertam para o risco de dependência tecnológica e falta de supervisão médica. O Google afirma que a IA será uma ferramenta complementar, mas a regulação desse uso ainda está em estágio inicial em muitos países.

Startup francesa lança IA que interpreta linguagem corporal em reuniões de negócios

A startup BodyLang.AI anunciou uma IA capaz de analisar linguagem corporal em tempo real durante videoconferências e reuniões presenciais. A solução promete ajudar empresas a entender sinais não verbais como engajamento, dúvida e desconfiança.

Usando visão computacional e machine learning, a IA interpreta microexpressões faciais e posturas corporais, gerando insights que podem ser usados por líderes, RH e vendedores. A startup já fechou contratos com grandes consultorias globais.

O lançamento levanta preocupações sobre privacidade e consentimento, especialmente em ambientes corporativos. Ainda assim, mostra o avanço da IA para além da linguagem escrita ou falada — entrando agora no território do comportamento humano.

DeepMind afirma que IA pode reduzir descoberta de medicamentos de anos para meses

Pesquisadores da DeepMind, empresa de inteligência artificial do grupo Alphabet, anunciaram avanços importantes no uso de IA para acelerar o desenvolvimento de medicamentos. Segundo o CEO Demis Hassabis, a tecnologia está conseguindo reduzir o tempo de descoberta de moléculas promissoras de anos para apenas alguns meses, usando modelos de aprendizado profundo. A promessa é transformar a indústria farmacêutica com mais precisão, velocidade e economia.

A aplicação da IA permite prever quais compostos têm maior probabilidade de sucesso em testes clínicos, diminuindo os altos custos de fracasso em fases iniciais. A DeepMind já mostrou resultados promissores com sua IA AlphaFold na biologia molecular, e agora avança para aplicações diretas em terapias contra câncer, Alzheimer e outras doenças complexas. A tecnologia também oferece insights sobre segurança e possíveis efeitos colaterais antes mesmo da primeira fase clínica.

Apesar do entusiasmo, especialistas alertam que ainda é preciso alinhar essas inovações com rigorosos padrões regulatórios e validação humana. Mesmo com resultados animadores, a adoção prática exigirá parcerias com farmacêuticas, órgãos reguladores e centros clínicos. Ainda assim, o uso de IA na medicina se consolida como um dos campos mais revolucionários da próxima década.

OpenAI testa nova inteligência artificial capaz de manter conversas com memória emocional

A OpenAI revelou estar testando uma versão experimental de seu chatbot com “memória emocional”, capaz de lembrar sentimentos expressos por usuários em interações anteriores. A ideia é oferecer uma experiência mais empática e personalizada.

A tecnologia busca simular vínculos mais duradouros entre humanos e IA, algo visto como promissor para áreas como saúde mental, educação e coaching. A IA pode lembrar se um usuário estava triste, ansioso ou animado em conversas passadas.

Críticos apontam riscos éticos significativos: manipulação emocional, dependência tecnológica e coleta de dados sensíveis. A OpenAI afirma estar desenvolvendo salvaguardas, mas admite que ainda não há consenso sobre os limites dessa inovação.

Essas foram as principais notícias sobre tecnologia, inteligência artificial e o cenário global. Para acompanhar tudo em tempo real, acesse nosso spotify e fique por dentro do que realmente movimenta o mundo e a economia. Nosso resumo semanal vai ao ar toda segunda-feira, às 4h30 da manhã, no Spotify e no YouTube. E claro — assine a newsletter para receber os destaques direto no seu e-mail e estar sempre um passo à frente no mercado com notícias, análises de especialistas e benefícios de nossos parceiros para você e seu negócio!

Paulo Junio

Paulo Júnio de Lima é Administrador com MBA em Marketing Digital e especialista em estratégia, inovação e gestão de projetos. Na Comunicação e Relações Públicas da Grande Loja Maçônica de Minas Gerais, desenvolve soluções para fortalecimento institucional. Com passagens por ORO, Agência Open, Brasil84 e VTIC, acumula experiência em marketing digital, branding e transformação digital. Certificado pelo IA Lab do Estúdio Kimura, aplica inteligência artificial em design, automação e comunicação. Membro ativo da Ordem DeMolay há mais de 18 anos, atua também em projetos sociais e educacionais.