OpenAI libera ChatGPT Health nos EUA, integrando dados médicos ao chat geral. Volume de consultas chega a 300 milhões por semana em meio a escrutínio judicial.
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OpenAI libera ChatGPT Health nos EUA, integrando dados médicos ao chat geral. Volume de consultas chega a 300 milhões por semana em meio a escrutínio judicial.
A OpenAI anunciou a disponibilidade geral do ChatGPT Health para todos os usuários maiores de 18 anos nos Estados Unidos, abrangendo todos os planos da plataforma. O lançamento ocorre em um momento de escrutínio para a empresa, apenas um dia após um pastor da Flórida processar a companhia por supostamente fornecer uma sugestão médica near-fatal que desencorajava a consulta a um médico.
A funcionalidade permite a integração de dados pessoais e registros médicos de uma ampla rede de parceiros, incluindo Apple Health, MyFitnessPal, Epic, Oracle Health e One Medical. O volume de interações nesse setor reflete a alta demanda: as consultas relacionadas à saúde na plataforma saltaram de 230 milhões para 300 milhões por semana desde o início dos testes em janeiro.
Uma das principais mudanças estratégicas é a descentralização do recurso. Inicialmente restrito a um hub dedicado, o ChatGPT Health agora permite que os dados de saúde conectados sejam utilizados em todas as interações do chat geral. A empresa observou que 70% das perguntas sobre saúde já ocorriam fora do ambiente específico, motivando a expansão para consultas cotidianas, como dúvidas sobre alimentos e alergias.
No front tecnológico, a OpenAI destaca avanços no desempenho de seus modelos. A versão mais recente, GPT 5.6-Luna, superou o GPT 5.5 no HealthBench, um benchmark de código aberto desenvolvido para avaliar a precisão de modelos de linguagem em consultas de saúde. A companhia reforça que não utiliza dados dos usuários para treinar seus modelos e mantém colaboração com médicos para refinar as respostas.
Apesar dos ganhos de performance, a empresa mantém uma postura cautelosa em seus termos de uso, estipulando que o serviço não se destina ao diagnóstico ou tratamento de condições de saúde. A OpenAI citou essas cláusulas em sua defesa no recente processo judicial e afirmou ao The New York Times que continua trabalhando para tornar as respostas relacionadas à medicina mais seguras, orientando os usuários a sempre verificar as informações.
Paulo Júnio de Lima é Administrador com MBA em Marketing Digital e especialista em estratégia, inovação e gestão de projetos. Na Comunicação e Relações Públicas da Grande Loja Maçônica de Minas Gerais, desenvolve soluções para fortalecimento institucional. Com passagens por ORO, Agência Open, Brasil84 e VTIC, acumula experiência em marketing digital, branding e transformação digital. Certificado pelo IA Lab do Estúdio Kimura, aplica inteligência artificial em design, automação e comunicação. Membro ativo da Ordem DeMolay há mais de 18 anos, atua também em projetos sociais e educacionais.
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