Ultrahuman levanta US$ 70 mi com apoio da Qualcomm para transformar anéis inteligentes em computadores pessoais com IA, mirando receita de US$ 200 milhões até 2027.
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Ultrahuman levanta US$ 70 mi com apoio da Qualcomm para transformar anéis inteligentes em computadores pessoais com IA, mirando receita de US$ 200 milhões até 2027.
A Ultrahuman, startup indiana especializada em anéis inteligentes, arrecadou US$ 70 milhões em sua mais recente rodada de financiamento, atraindo o braço de investimentos da Qualcomm. A operação, que avaliou a empresa sediada em Bengaluru em US$ 365 milhões — o triplo de sua avaliação em 2023 —, reflete uma aposta estratégica na evolução desses dispositivos de meros rastreadores de saúde para verdadeiros computadores vestíveis.
A rodada foi composta por US$ 65 milhões em equity primário e US$ 5 milhões em dívida, com a participação de gigantes como a Labcorp, além de fundos como Alpha Wave, Blume Ventures, Nexus Venture Partners e Alteria Capital. O objetivo central é financiar o desenvolvimento de um novo anel equipado com silício da Qualcomm, substituindo os chips atuais da Nordic Semiconductor para ampliar significativamente o poder de processamento local.
Essa transição de hardware visa reduzir a dependência de smartphones e da nuvem, permitindo que algoritmos e softwares complexos sejam executados diretamente no dispositivo. Segundo Mohit Kumar, fundador e CEO da Ultrahuman, a meta é transcender o monitoramento de sono e frequência cardíaca. A visão da empresa é transformar o anel em uma plataforma aberta, onde desenvolvedores poderão criar aplicativos para funções que variam de controle de jogos e chaves digitais a interfaces de interação com inteligência artificial.
A ambição financeira da companhia é tão agressiva quanto sua estratégia de produto. A Ultrahuman projeta atingir uma receita anual recorrente de US$ 200 milhões até janeiro de 2027. Enquanto o novo hardware com a tecnologia da Qualcomm não chega ao mercado, a startup planeja introduzir algumas dessas capacidades avançadas em seus modelos atuais, Ring Air e Ring Pro, por meio de atualizações de software.
Para a Qualcomm, o investimento sinaliza uma convicção no futuro da computação pessoal e ambiental. Quinn Li, chefe global da Qualcomm Ventures, destacou que a Ultrahuman está na vanguarda da construção de uma nova geração de dispositivos de IA pessoal, sempre ativos e integrados ao cotidiano dos usuários, consolidando o anel inteligente como um nó central no ecossistema de tecnologia vestível.
Imagem: Andrey Matveev / Pexels — Pexels License
Paulo Júnio de Lima é Administrador com MBA em Marketing Digital e especialista em estratégia, inovação e gestão de projetos. Na Comunicação e Relações Públicas da Grande Loja Maçônica de Minas Gerais, desenvolve soluções para fortalecimento institucional. Com passagens por ORO, Agência Open, Brasil84 e VTIC, acumula experiência em marketing digital, branding e transformação digital. Certificado pelo IA Lab do Estúdio Kimura, aplica inteligência artificial em design, automação e comunicação. Membro ativo da Ordem DeMolay há mais de 18 anos, atua também em projetos sociais e educacionais.
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