A startup Instinct levantou US$ 1 bilhão na Série C, atingindo avaliação de US$ 10 bilhões, mas enfrenta desafios de privacidade e a forte concorrência do assistente Muse, da Meta.
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A startup Instinct levantou US$ 1 bilhão na Série C, atingindo avaliação de US$ 10 bilhões, mas enfrenta desafios de privacidade e a forte concorrência do assistente Muse, da Meta.
A startup de inteligência artificial Instinct confirmou o levantamento de US$ 1 bilhão em uma rodada Série C, elevando sua avaliação para US$ 10 bilhões. O aporte, liderado por Sequoia Capital, Benchmark Capital e Coatue, ocorre apenas um mês após a empresa ter captado recursos a uma avaliação de US$ 2,5 bilhões. A velocidade da captação reflete o intenso apetite do mercado por uma nova geração de agentes de IA voltados ao consumidor.
Lançado em agosto de 2026, o serviço da Instinct vai além de assistentes conversacionais tradicionais. A plataforma utiliza seu próprio número de telefone e computador para executar tarefas complexas, como reservar viagens, pagar contas, cancelar assinaturas e fazer compras. Recentemente, a empresa introduziu recursos como um concierge para realizar chamadas telefônicas e uma rede de pessoas confiáveis, que permite a coordenação de planos entre os agentes de diferentes usuários.
Contudo, a adoção viral da ferramenta trouxe à tona preocupações sobre privacidade. Usuários questionaram a extensão das informações pessoais exigidas para o funcionamento do agente. A política de privacidade inicial da Instinct foi criticada por seu alcance excessivo, embora a empresa tenha afirmado que o documento já foi atualizado para mitigar esses riscos.
O cenário competitivo também se intensifica com a entrada de grandes players de tecnologia. A Meta lançou seu próprio assistente de IA, o Muse, que oferece funcionalidades semelhantes com a vantagem da integração profunda aos seus ecossistemas sociais. O Muse permite monitorar mensagens diretas no Instagram, gerenciar grupos no Facebook e acompanhar listagens no Marketplace, impulsionando o aplicativo ao topo das lojas de aplicativos nos Estados Unidos.
Imagem: Tim Witzdam / Pexels — Pexels License
Paulo Júnio de Lima é Administrador com MBA em Marketing Digital e especialista em estratégia, inovação e gestão de projetos. Na Comunicação e Relações Públicas da Grande Loja Maçônica de Minas Gerais, desenvolve soluções para fortalecimento institucional. Com passagens por ORO, Agência Open, Brasil84 e VTIC, acumula experiência em marketing digital, branding e transformação digital. Certificado pelo IA Lab do Estúdio Kimura, aplica inteligência artificial em design, automação e comunicação. Membro ativo da Ordem DeMolay há mais de 18 anos, atua também em projetos sociais e educacionais.
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