AIR capta US$ 50 milhões para auditar ferramentas e habilidades de agentes de IA

A AIR captou US$ 50 milhões para auditar a cadeia de suprimentos de agentes de IA, monitorando plugins e habilidades para evitar vulnerabilidades em sistemas corporativos.

A AIR, startup de segurança focada em inteligência artificial, saiu do modo sigiloso com um aporte de US$ 50 milhões. O capital será destinado à construção de uma plataforma para monitorar a cadeia de suprimentos de softwares utilizada por agentes de IA corporativos. O financiamento foi dividido em duas rodadas seed consecutivas, totalizando US$ 10 milhões e US$ 40 milhões, com liderança da Sequoia e da Greenoaks, respectivamente.

À medida que as empresas concedem aos agentes de IA acesso a uma parcela cada vez maior de seus sistemas, forma-se uma nova cadeia de suprimentos de software. Isso inclui habilidades, plugins, servidores MCP e complementos que permitem a interação com a internet. A plataforma da AIR descobre os agentes em operação nas redes corporativas, audita continuamente as ferramentas que utilizam e bloqueia interações não autorizadas com softwares ou fontes externas que não atendam aos critérios de segurança.

A empresa foi fundada por Yair Saban, CEO, e Niv Hoffman, CTO, ambos veteranos da unidade de inteligência 8200 de Israel, onde atuaram com cibersegurança ofensiva. O aporte também contou com a participação de investidores anjo e fundos como Swish, Netz, Zach Frankel, Yinon Costica e Anne Neuberger, entre outros. Além da plataforma de auditoria, a AIR oferece um mercado com complementos e habilidades previamente validados para agentes de IA.

Saban compara o uso de agentes de IA nas empresas ao funcionamento de sistemas operacionais, ressaltando que as ferramentas instaladas não recebem o mesmo nível de supervisão aplicado a drivers ou aplicativos. Ele lembra que, no início dos anos 2000, drivers não precisavam de assinatura digital, mas hoje o processo é obrigatório por carregarem código no kernel. O risco atual, segundo o CEO, é que agentes autônomos operando em bancos de dados e sistemas corporativos estão expostos a ataques de envenenamento na cadeia de suprimentos.

Imagem: cottonbro studio / Pexels — Pexels License

Paulo Junio

Paulo Júnio de Lima é Administrador com MBA em Marketing Digital e especialista em estratégia, inovação e gestão de projetos. Na Comunicação e Relações Públicas da Grande Loja Maçônica de Minas Gerais, desenvolve soluções para fortalecimento institucional. Com passagens por ORO, Agência Open, Brasil84 e VTIC, acumula experiência em marketing digital, branding e transformação digital. Certificado pelo IA Lab do Estúdio Kimura, aplica inteligência artificial em design, automação e comunicação. Membro ativo da Ordem DeMolay há mais de 18 anos, atua também em projetos sociais e educacionais.