AT&T acelera automação com IA e reduz força de trabalho para transformar legado

A AT&T acelera a automação com IA e reduz sua força de trabalho para ganhar eficiência, desativar linhas fixas e atrair investidores na era da inteligência artificial.

A AT&T, gigante das telecomunicações com 150 anos de história, está promovendo uma reestruturação profunda de suas operações para se adaptar à era da inteligência artificial. A empresa já reduziu mais da metade de sua força de trabalho na última década e planeja continuar cortando postos para demonstrar ao mercado financeiro sua capacidade de gerar mais resultados com menos recursos. A transição inclui o descomissionamento do tradicional serviço de telefonia fixa e a adoção de IA para automatizar processos internos.

O impacto dessa estratégia já se reflete em ganhos operacionais tangíveis, como uma redução significativa no consumo de energia elétrica, segundo Jeremy Legg, diretor de tecnologia da companhia. Legg reforçou que o quadro de funcionários não permanecerá o mesmo nos próximos cinco anos, destacando que a comparação com os níveis de pessoal de concorrentes diretos é um fator crucial na tomada de decisões corporativas.

A pressão por eficiência tem raízes financeiras. No ano passado, a AT&T gerou menos receita por funcionário em comparação a rivais como Verizon e T-Mobile, ambas também engajadas em recentes rodadas de demissões. Se a gigante mantiver o ritmo de cortes do ano anterior, quando eliminou 8 mil vagas, seu quadro poderia se aproximar de 85 mil colaboradores até 2030. Embora fontes internas tenham apontado esse número como uma meta, a empresa contestou a informação. Recentemente, a companhia ainda reportou o corte de cerca de 2,1 mil empregos.

A visão de futuro foi detalhada pelo CEO John Stankey durante uma conferência de tecnologia do Goldman Sachs. Ele projetou uma empresa drasticamente diferente até o final da década, focada em um serviço de internet por fibra óptica de excelência e uma rede sem fio de alto desempenho. A transformação da AT&T ilustra o desafio enfrentado por corporações tradicionais ao reconfigurarem seus modelos de negócios diante do avanço da IA. Responsável por cerca de 15% do tráfego global de internet, a companhia busca equilibrar seu peso histórico com a agilidade exigida pelo mercado atual.

Imagem: Mike Russell / Wikimedia Commons — CC BY-SA 3.0

Paulo Junio

Paulo Júnio de Lima é Administrador com MBA em Marketing Digital e especialista em estratégia, inovação e gestão de projetos. Na Comunicação e Relações Públicas da Grande Loja Maçônica de Minas Gerais, desenvolve soluções para fortalecimento institucional. Com passagens por ORO, Agência Open, Brasil84 e VTIC, acumula experiência em marketing digital, branding e transformação digital. Certificado pelo IA Lab do Estúdio Kimura, aplica inteligência artificial em design, automação e comunicação. Membro ativo da Ordem DeMolay há mais de 18 anos, atua também em projetos sociais e educacionais.