Meta reconhece que assistente de IA Muse foi fortemente inspirado no OpenClaw

Meta admite que seu assistente de IA Muse foi inspirado no OpenClaw, replicando até arquivos de configuração, em mais uma estratégia de adaptação de produtos de sucesso.

A Meta confirmou que seu novo assistente de inteligência artificial, Muse, foi desenvolvido com forte inspiração no OpenClaw, dissipando especulações de que o produto seria apenas uma versão reembalada do projeto original. Nat Friedman, chefe de produto dos Superintelligence Labs (MSL) da Meta, declarou em rede social que a equipe se encantou pelo OpenClaw e buscou criar uma solução semelhante, mas capaz de ser escalada para bilhões de usuários.

Apesar da admissão de inspiração, Friedman ressaltou que o Muse foi construído do zero. A semelhança, contudo, vai além da concepção teórica. Usuários e desenvolvedores identificaram que o assistente da Meta replica não apenas a nomenclatura, mas também o conteúdo exato dos arquivos de configuração do OpenClaw, incluindo o arquivo SOUL.md, responsável por definir a personalidade, o tom de comunicação e os limites comportamentais da inteligência artificial.

A revelação ocorre após um debate viralizado na comunidade de tecnologia, impulsionado por Ansh Nanda, cofundador de um aplicativo de IA. Nanda demonstrou que o próprio Muse reconhecia que a correspondência em seus arquivos de sistema não era uma coincidência. A situação reflete a conhecida estratégia corporativa da Meta de identificar produtos promissores e adaptar suas funcionalidades de maior sucesso, movimento semelhante ao realizado no passado com o formato de stories.

O fato de o OpenClaw ser um projeto de código aberto torna a busca por inspiração menos surpreendente, especialmente após o sucesso estrondoso da ferramenta, que levou a OpenAI a adquirir seu criador no início deste ano. A postura da Meta, liderada por Friedman e pelo diretor de IA Alexandr Wang, reforça o pragmatismo da empresa no mercado de inteligência artificial, priorizando a escalabilidade e a familiaridade do usuário em detrimento da originalidade absoluta.

Imagem: cavebear42 / Wikimedia Commons — CC BY-SA 4.0

Paulo Junio

Paulo Júnio de Lima é Administrador com MBA em Marketing Digital e especialista em estratégia, inovação e gestão de projetos. Na Comunicação e Relações Públicas da Grande Loja Maçônica de Minas Gerais, desenvolve soluções para fortalecimento institucional. Com passagens por ORO, Agência Open, Brasil84 e VTIC, acumula experiência em marketing digital, branding e transformação digital. Certificado pelo IA Lab do Estúdio Kimura, aplica inteligência artificial em design, automação e comunicação. Membro ativo da Ordem DeMolay há mais de 18 anos, atua também em projetos sociais e educacionais.