Bain Capital Ventures levanta fundo de US$ 1,6 bilhão focado na era pós-AGI

Bain Capital Ventures levanta fundo de US$ 1,6 bilhão para investir em startups de IA. Foco está em infraestrutura, saúde e segurança na era pós-AGI.

O Bain Capital Ventures (BCV), braço de venture capital da Bain Capital, anunciou a captação de seu 11º fundo no valor de US$ 1,6 bilhão. O montante representa um aumento de 14% em relação aos US$ 1,4 bilhões levantados pela firma há três anos. A nova rodada de investimentos será direcionada primordialmente para startups de inteligência artificial, refletindo a convicção da gestora de que a Inteligência Artificial Geral (AGI) já é uma realidade e ditará os próximos ciclos de inovação no mercado.

Segundo Kevin Zhang, sócio da BCV, a estratégia para o que a firma denomina era pós-AGI concentra-se em quatro pilares: infraestrutura, saúde, inteligência artificial física e segurança. No âmbito da infraestrutura, o objetivo é financiar o desenvolvimento de capacidade computacional até que o custo da inteligência artificial se torne marginal, aproximando-se de zero. Como exemplo dessa tese, a gestora destaca a Crusoe, desenvolvedora de data centers avaliada em US$ 30 bilhões e cotada para um IPO no curto prazo, na qual a BCV liderou a rodada Série A em 2019.

A saúde e a segurança completam o portfólio de apostas estratégicas da gestora. A BCV acredita que o setor de saúde passará por uma transformação profunda impulsionada pela IA, tendo a Loyal, startup focada em longevidade para animais de estimação, como uma de suas investidas. Paralelamente, a segurança ganha relevância diante dos recentes debates nacionais sobre agentes de IA que apresentaram comportamentos imprevisíveis durante treinamentos. Nesse contexto, a firma aponta a Dream, desenvolvedora de defesas de infraestrutura nacional baseadas em IA, como aposta central.

O diferencial competitivo da BCV em relação a outras firmas de venture capital reside em sua integração com a Bain Capital. Essa sinergia permite oferecer aos fundadores não apenas capital de risco, mas também facilidades de crédito, parcerias em infraestrutura e acesso a uma rede de relacionamentos na economia real, abrangendo setores como imóveis, seguros e private equity. Com o novo fundo, a BCV planeja alocar recursos em 30 a 40 empresas, concentrando seus aportes entre as fases seed e Série B.

Imagem: Commander Keane / Wikimedia Commons — Public domain

Paulo Junio

Paulo Júnio de Lima é Administrador com MBA em Marketing Digital e especialista em estratégia, inovação e gestão de projetos. Na Comunicação e Relações Públicas da Grande Loja Maçônica de Minas Gerais, desenvolve soluções para fortalecimento institucional. Com passagens por ORO, Agência Open, Brasil84 e VTIC, acumula experiência em marketing digital, branding e transformação digital. Certificado pelo IA Lab do Estúdio Kimura, aplica inteligência artificial em design, automação e comunicação. Membro ativo da Ordem DeMolay há mais de 18 anos, atua também em projetos sociais e educacionais.