Comp AI levanta US$ 34 milhões para automatizar conformidade e segurança com IA

A Comp AI captou US$ 34 milhões em rodada Série A para desenvolver uma plataforma com agentes de IA que automatiza cibersegurança e conformidade, incluindo auditorias SOC 2.

A Comp AI, startup focada em cibersegurança e conformidade, anunciou a captação de US$ 34 milhões em uma rodada Série A. O investimento foi liderado pelo Roo Capital e pelo Grand Ventures, consolidando o aporte para o desenvolvimento de sua plataforma de agentes de inteligência artificial. A empresa foi fundada no início do ano passado por Lewis Carhart, que atua como CEO, e pelos irmãos Claudio Fuentes, COO, e Mariano Fuentes, CTO.

A origem do novo empreendimento está diretamente ligada às experiências prévias dos fundadores. Antes da Comp AI, Claudio e Mariano Fuentes desenvolveram a LeapAI, uma plataforma de fluxos de trabalho que chegou a mais de um milhão de usuários. Embora o produto tenha tido tração inicial, a operação foi descontinuada após a constatação de que o caso de uso não era suficientemente aderente para justificar novos investimentos, mas a jornada deixou lições valiosas sobre a construção com modelos de linguagem de grande escala.

Durante a escala da LeapAI para atender grandes clientes corporativos, os fundadores enfrentaram as complexidades do processo de conformidade SOC 2. A obtenção da certificação exigiu meses de trabalho manual e desviou o foco da equipe do desenvolvimento do produto principal. Essa fricção no mercado corporativo, onde a segurança e a conformidade estão intrinsecamente ligadas à receita e ao fechamento de contratos, serviu como o catalisador para a criação da Comp AI.

A solução proposta pela startup é uma plataforma agêntica projetada para eliminar a carga operacional das equipes de segurança. Os agentes de IA são capazes de redigir políticas de segurança corporativas, coletar evidências para auditorias e monitorar continuamente se a organização está atendendo aos controles de conformidade exigidos. A automação desse ecossistema tradicionalmente manual permite que as empresas de software mantenham a eficiência operacional na era da IA agêntica.

Imagem: cottonbro studio / Pexels — Pexels License

Paulo Junio

Paulo Júnio de Lima é Administrador com MBA em Marketing Digital e especialista em estratégia, inovação e gestão de projetos. Na Comunicação e Relações Públicas da Grande Loja Maçônica de Minas Gerais, desenvolve soluções para fortalecimento institucional. Com passagens por ORO, Agência Open, Brasil84 e VTIC, acumula experiência em marketing digital, branding e transformação digital. Certificado pelo IA Lab do Estúdio Kimura, aplica inteligência artificial em design, automação e comunicação. Membro ativo da Ordem DeMolay há mais de 18 anos, atua também em projetos sociais e educacionais.