Google Classroom usa inteligência artificial do Gemini para transformar aulas em podcasts e engajar estudantes.
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Google Classroom usa inteligência artificial do Gemini para transformar aulas em podcasts e engajar estudantes.
A inteligência artificial está ganhando um novo papel na educação digital. O Google anunciou um novo recurso no Google Classroom que utiliza o Gemini para transformar conteúdos educacionais em aulas no formato de podcast, com o objetivo de aumentar o engajamento e melhorar a compreensão dos alunos.
Para utilizar a novidade, os professores acessam a aba do Gemini dentro do Google Classroom e definem parâmetros como nível escolar, temas abordados e objetivos de aprendizagem. A ferramenta então gera episódios em áudio com estilo de podcast, adaptados ao contexto educacional.
Os educadores também podem personalizar a experiência escolhendo o número de participantes e o formato da conversa, como entrevistas, debates em mesa-redonda ou diálogos mais informais, tornando o conteúdo mais dinâmico e acessível.
A iniciativa do Google acompanha uma mudança no comportamento dos estudantes. Pesquisas indicam que milhões de jovens da Geração Z consomem podcasts regularmente, inclusive conteúdos educacionais. Ao levar esse formato para a sala de aula, professores podem se conectar melhor aos hábitos de consumo de mídia dos alunos.
Além disso, aulas em áudio incentivam o aprendizado independente, já que os estudantes podem ouvir os episódios novamente sempre que precisarem revisar o conteúdo ou quando perderem uma aula presencial.
O novo recurso está disponível para usuários dos planos Google Workspace Education Fundamentals, Standard e Plus. A funcionalidade faz parte da evolução contínua do Gemini para Classroom, lançado originalmente em 2024.
Desde então, o Google vem adicionando ferramentas baseadas em inteligência artificial para apoiar professores na criação de planos de aula, brainstorming de atividades e personalização de materiais didáticos.
Apesar das vantagens, o uso de IA na educação ainda gera debates. Muitos professores demonstram preocupação com a dependência excessiva de ferramentas generativas por parte dos alunos, como chatbots de IA para a realização de tarefas.
O Google recomenda que educadores utilizem a ferramenta de forma responsável, revisando e ajustando todo o conteúdo gerado pelo Gemini para garantir precisão, adequação pedagógica e conformidade com as políticas educacionais locais.
Paulo Júnio de Lima é Administrador com MBA em Marketing Digital e especialista em estratégia, inovação e gestão de projetos. Na Comunicação e Relações Públicas da Grande Loja Maçônica de Minas Gerais, desenvolve soluções para fortalecimento institucional. Com passagens por ORO, Agência Open, Brasil84 e VTIC, acumula experiência em marketing digital, branding e transformação digital. Certificado pelo IA Lab do Estúdio Kimura, aplica inteligência artificial em design, automação e comunicação. Membro ativo da Ordem DeMolay há mais de 18 anos, atua também em projetos sociais e educacionais.
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