Google corrigiu mais falhas no Chrome em junho do que nos dois anos anteriores graças à IA. O salto redefine a cibersegurança e já é observado também na Microsoft.
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Google corrigiu mais falhas no Chrome em junho do que nos dois anos anteriores graças à IA. O salto redefine a cibersegurança e já é observado também na Microsoft.
O Google anunciou que corrigiu mais falhas de segurança no navegador Chrome no mês de junho do que nos dois anos anteriores combinados. A empresa revelou que 1.072 vulnerabilidades foram resolvidas nas duas versões mais recentes do software, superando as 1.036 correções aplicadas nas 23 atualizações lançadas ao longo dos últimos 24 meses. Esse salto exponencial é atribuído ao uso de ferramentas internas de inteligência artificial.
Especialistas em cibersegurança alertam há algum tempo que a ascensão dos modelos de linguagem de grande escala permitiria a descoberta de um volume massivo de falhas, obrigando as defesas a também adotarem a IA para manter a vantagem contra hackers. Os dados apresentados pelo Google em um documento técnico confirmam que essa previsão está se concretizando, ilustrando um aumento sem precedentes na identificação e mitigação de riscos.
Doug Turner, diretor de engenharia do Chrome, destacou que os modelos de IA alteraram fundamentalmente a economia da cibersegurança. Segundo ele, a tecnologia transformou a descoberta de vulnerabilidades em uma operação automatizada e em escala industrial. Ao aplicar modelos como o Gemini, a empresa consegue corrigir falhas de forma preventiva, superando adversários e tornando o navegador mais seguro a cada atualização.
O fenômeno não se restringe ao Google. A Microsoft também relatou a correção de um número recorde de 570 falhas de segurança em suas linhas de produtos durante sua rotina mensal de atualizações, citando o uso de IA como fator determinante para o salto. Em contraste, a Apple não apresenta o mesmo crescimento exponencial, mantendo um ritmo de correções mais estável, o que sugere que a adoção de IA para caça a bugs ainda gera impactos distintos entre os gigantes da tecnologia.
Imagem: cottonbro studio / Pexels — Pexels License
Paulo Júnio de Lima é Administrador com MBA em Marketing Digital e especialista em estratégia, inovação e gestão de projetos. Na Comunicação e Relações Públicas da Grande Loja Maçônica de Minas Gerais, desenvolve soluções para fortalecimento institucional. Com passagens por ORO, Agência Open, Brasil84 e VTIC, acumula experiência em marketing digital, branding e transformação digital. Certificado pelo IA Lab do Estúdio Kimura, aplica inteligência artificial em design, automação e comunicação. Membro ativo da Ordem DeMolay há mais de 18 anos, atua também em projetos sociais e educacionais.
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