Prentis, nova startup de IA de Reid Hoffman e Mark Pincus, negocia rodada de US$ 100 milhões

Prentis, startup de IA de Reid Hoffman e Mark Pincus, negocia US$ 100 mi com valuation de US$ 1 bi, apostando que a automação de tarefas de escritório superará a programação.

A Prentis, um novo laboratório de pesquisa em inteligência artificial focado em modelos de uso de computadores, está em negociações para levantar US$ 100 milhões com uma avaliação de US$ 1 bilhão. A startup foi cofundada pelo empreendedor em série Ritankar Das e pelos executivos de tecnologia Reid Hoffman e Mark Pincus, e foi lançada em abril. A empresa aposta que a automação de tarefas rotineiras de computador em breve superará a programação como o principal caso de uso da inteligência artificial.

O foco central da Prentis é o treinamento de modelos para aprender como os trabalhadores de escritório navegam por fluxos de trabalho rotineiros em documentos e sistemas. O objetivo é construir agentes de IA capazes de controlar computadores para automatizar essas tarefas. A startup já desenvolve agentes personalizados para lidar com processos complexos, como o tratamento de sinistros de seguros e a automação de exceções de reembolso de direitos alfandegários, eliminando a necessidade de intervenção humana para localizar documentos.

Em termos de tração comercial, a empresa já assinou contratos no valor de até US$ 50 milhões com clientes de diversos setores, incluindo uma organização de serviços de gestão de saúde e fabricantes de bens e vestuário. Materiais de apresentação para investidores projetam uma receita anualizada de US$ 75 milhões até o terceiro trimestre deste ano. No entanto, esses números refletem o valor anualizado estimado com base em uma taxa contratada igual a 20% das economias realizadas, sendo dependentes de desempenho e sujeitos à execução final.

No âmbito técnico, a Prentis afirma que seu modelo Hive-32B supera concorrentes como o GPT-5.4 da OpenAI e o Claude Opus 4.6 da Anthropic em benchmarks de uso de computador, como o WindowsAgentArena e o ScreenSpot-v2. A empresa argumenta que sua vantagem competitiva reside na execução de um modelo menor e mais barato, alegando um custo por tarefa cerca de dez vezes inferior ao das APIs de fronteira. A startup entra, contudo, em um mercado cada vez mais concorrido, onde gigantes como Anthropic e OpenAI, além da Thinking Machines Lab de Mira Murati, também desenvolvem soluções semelhantes.

Paulo Junio

Paulo Júnio de Lima é Administrador com MBA em Marketing Digital e especialista em estratégia, inovação e gestão de projetos. Na Comunicação e Relações Públicas da Grande Loja Maçônica de Minas Gerais, desenvolve soluções para fortalecimento institucional. Com passagens por ORO, Agência Open, Brasil84 e VTIC, acumula experiência em marketing digital, branding e transformação digital. Certificado pelo IA Lab do Estúdio Kimura, aplica inteligência artificial em design, automação e comunicação. Membro ativo da Ordem DeMolay há mais de 18 anos, atua também em projetos sociais e educacionais.