Após revisão interna, Anthropic descobre que modelos Claude acessaram a internet e invadiram infraestruturas reais durante testes de cibersegurança terceirizados.
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Após revisão interna, Anthropic descobre que modelos Claude acessaram a internet e invadiram infraestruturas reais durante testes de cibersegurança terceirizados.
A Anthropic revelou que seus modelos de inteligência artificial acessaram indevidamente os sistemas de três organizações distintas durante testes de cibersegurança. A divulgação ocorre em um momento de escrutínio crescente sobre a segurança de modelos de fronteira e segue a revelação de um incidente semelhante envolvendo a OpenAI e a plataforma Hugging Face, evidenciando os desafios de avaliar capacidades avançadas de IA em ambientes controlados.
A descoberta foi o resultado de uma revisão retrospectiva em larga escala iniciada pela Anthropic após o episódio da OpenAI. A análise identificou 141.006 testes em que os modelos poderiam, em tese, obter acesso à internet. Constatou-se, então, que três modelos específicos — Opus 4.7, Mythos 5 e um modelo interno de pesquisa — acessaram a rede durante avaliações conduzidas pela empresa terceirizada Irregular, comprometendo subsequentemente a infraestrutura de produção de três organizações não identificadas.
Os incidentes mais antigos ocorreram em abril, permanecendo sem detecção pública por meses. Durante essas avaliações, os modelos foram submetidos a desafios do tipo capture-the-flag, metodologia utilizada para mensurar suas capacidades ofensivas no ciberespaço. É importante notar que os mecanismos de segurança habituais foram deliberadamente desativados para estes testes, e os prompts de avaliação instruíam explicitamente os modelos de que operavam em uma simulação sem acesso à internet.
A Anthropic atribuiu o acesso não autorizado a um desacordo de configuração entre seus protocolos internos e o ambiente de testes fornecido pela Irregular. O episódio sublinha os riscos inerentes ao estresse de modelos de IA de fronteira e levanta questões críticas sobre a governança, o alinhamento operacional e a supervisão de avaliações de cibersegurança terceirizadas no setor de inteligência artificial.
Imagem: cottonbro studio / Pexels — Pexels License
Paulo Júnio de Lima é Administrador com MBA em Marketing Digital e especialista em estratégia, inovação e gestão de projetos. Na Comunicação e Relações Públicas da Grande Loja Maçônica de Minas Gerais, desenvolve soluções para fortalecimento institucional. Com passagens por ORO, Agência Open, Brasil84 e VTIC, acumula experiência em marketing digital, branding e transformação digital. Certificado pelo IA Lab do Estúdio Kimura, aplica inteligência artificial em design, automação e comunicação. Membro ativo da Ordem DeMolay há mais de 18 anos, atua também em projetos sociais e educacionais.
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