Apple processa OpenAI por roubo de segredos comerciais, acusando a empresa de IA de extrair dados confidenciais e recrutar ex-funcionários para seu novo hardware.
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Apple processa OpenAI por roubo de segredos comerciais, acusando a empresa de IA de extrair dados confidenciais e recrutar ex-funcionários para seu novo hardware.
A Apple ingressou com uma ação judicial contra a OpenAI, acusando a empresa de inteligência artificial de roubo de segredos comerciais e quebra de contrato. A petição, protocolada no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Norte da Califórnia, alega que a má conduta foi orquestrada pela alta liderança da OpenAI, revelando um padrão sistemático de extração de informações confidenciais por meio de ex-funcionários da fabricante do iPhone.
No centro das acusações está Tang Tan, atual diretor de hardware da OpenAI, que passou 24 anos na Apple, atuando mais recentemente como vice-presidente de design de produtos para o iPhone e o Apple Watch. A Apple afirma que Tan utilizou nomes de códigos de projetos confidenciais durante processos de recrutamento, solicitou que candidatos levassem componentes de hardware da Apple para entrevistas e orientou funcionários em transição sobre como burlar os procedimentos de segurança da empresa para obter detalhes de produtos não anunciados.
A ação também cita Chang Liu, ex-engenheiro sênior de sistemas elétricos que trabalhou na Apple por oito anos. Segundo a denúncia, Liu não devolveu um notebook corporativo ao migrar para a OpenAI e utilizou o equipamento para baixar documentos técnicos confidenciais. Esses arquivos incluiriam especificações de tecnologias não anunciadas, apresentações de engenharia e dados proprietários de projetos, além de terem sido compartilhados com outros funcionários da Apple que buscavam vagas na concorrente.
O litígio surge em um momento de intensa especulação sobre o desenvolvimento do primeiro produto de hardware da OpenAI, que poderia representar uma ameaça direta ao principal negócio da Apple. Analistas do setor sugerem que o dispositivo seria um smartphone baseado em agentes de inteligência artificial em vez de aplicativos tradicionais. Para acelerar essas ambições, a OpenAI adquiriu no ano passado a startup de hardware io, fundada pelo ex-designer-chefe da Apple Jony Ive, em um negócio de 6,5 bilhões de dólares. A startup io é citada no processo, embora Ive não tenha sido acusado.
Imagem: Alifalahati99 / Wikimedia Commons — CC BY-SA 4.0
Paulo Júnio de Lima é Administrador com MBA em Marketing Digital e especialista em estratégia, inovação e gestão de projetos. Na Comunicação e Relações Públicas da Grande Loja Maçônica de Minas Gerais, desenvolve soluções para fortalecimento institucional. Com passagens por ORO, Agência Open, Brasil84 e VTIC, acumula experiência em marketing digital, branding e transformação digital. Certificado pelo IA Lab do Estúdio Kimura, aplica inteligência artificial em design, automação e comunicação. Membro ativo da Ordem DeMolay há mais de 18 anos, atua também em projetos sociais e educacionais.
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