A startup Polar, fundada por um ex-executivo da Perplexity, captou US$ 5,7 milhões para seu navegador com IA voltado à automação de tarefas para profissionais do conhecimento.
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A startup Polar, fundada por um ex-executivo da Perplexity, captou US$ 5,7 milhões para seu navegador com IA voltado à automação de tarefas para profissionais do conhecimento.
A startup Polar anunciou o lançamento de seu navegador com inteligência artificial voltado para profissionais do conhecimento e confirmou a captação de uma rodada seed de US$ 5,7 milhões, liderada pelo fundo Madrona. O CEO Kevin Jiang, que anteriormente atuou na Perplexity no desenvolvimento do projeto Comet, posiciona a empresa em uma direção distinta da primeira onda de navegadores com IA. Enquanto os concorrentes tentaram substituir a busca padrão e focaram em tarefas de consumo, como reservas de viagens, a Polar mira na automação de fluxos de trabalho corporativos.
Segundo Jiang, a abordagem voltada para o consumidor final não gerou retenção, uma vez que tarefas como agendar voos não fazem parte da rotina diária da maioria das pessoas. A aposta da Polar reside no trabalho intelectual, onde os agentes de IA podem entregar valor real e contínuo. A ferramenta permite que usuários agendem fluxos de trabalho, salvem prompts e atribuam tarefas a agentes com base nas abas abertas, atendendo a áreas como vendas, recrutamento, marketing, pesquisa e operações de negócios sem exigir conhecimentos técnicos avançados.
O modelo de negócios da Polar oferece o navegador gratuitamente com créditos diários para tarefas de IA, com planos de assinatura iniciando em US$ 20 mensais para limites superiores. Atualmente, a maior parte da base de usuários utiliza a ferramenta para automatizar tarefas em paralelo a seus navegadores diários. Embora o foco seja a automação via navegador, a startup mantém as portas abertas para explorar outras frentes, como o uso direto de computadores.
A rodada de investimento contou ainda com a participação de nomes expressivos do setor, como o ex-CEO do GitHub, Thomas Dohmke, a fundadora da Phia, Phoebe Gates, o CEO da Modal, Erik Bernhardsson, e o cofundador da Flapping Airplanes, Benjamin Spector. Sabrina Albert, sócia da Madrona, destacou que a automação para trabalhadores do conhecimento representa um mercado vasto. Ela ressaltou que o grande desafio é construir trabalhos agentivos confiáveis na web aberta e autenticada, vantagem nativa dos navegadores por compreenderem a interação do usuário e terem acesso aos serviços já logados.
Imagem: Matheus Bertelli / Pexels — Pexels License
Paulo Júnio de Lima é Administrador com MBA em Marketing Digital e especialista em estratégia, inovação e gestão de projetos. Na Comunicação e Relações Públicas da Grande Loja Maçônica de Minas Gerais, desenvolve soluções para fortalecimento institucional. Com passagens por ORO, Agência Open, Brasil84 e VTIC, acumula experiência em marketing digital, branding e transformação digital. Certificado pelo IA Lab do Estúdio Kimura, aplica inteligência artificial em design, automação e comunicação. Membro ativo da Ordem DeMolay há mais de 18 anos, atua também em projetos sociais e educacionais.
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