Meta firma acordos com empresas nucleares para garantir energia para data centers de IA

Entenda a relação entre inteligência artificial e energia estável. Aumente seu conhecimento sobre a nova aposta da Meta.

Parcerias somam mais de 6 GW de capacidade e reforçam a aposta da big tech em energia estável e limpa para sustentar a inteligência artificial.

A Meta anunciou nesta semana a assinatura de três acordos estratégicos com empresas do setor de energia nuclear para abastecer seus data centers com mais de 6 gigawatts (GW) de eletricidade. O movimento reflete a crescente demanda energética impulsionada pela expansão de projetos de inteligência artificial.

Energia nuclear como pilar da infraestrutura de IA

À medida que modelos de IA se tornam mais complexos e exigentes, as grandes empresas de tecnologia buscam fontes de energia que sejam confiáveis, contínuas e de baixo carbono. Nesse cenário, a energia nuclear surge como uma solução atrativa por oferecer fornecimento estável 24 horas por dia.

Os acordos firmados pela Meta envolvem tanto usinas nucleares já em operação quanto novas tecnologias de reatores modulares pequenos (SMRs), que prometem reduzir custos por meio de produção em escala.

Parcerias com Vistra, Oklo e TerraPower

A Vistra, operadora de usinas nucleares nos Estados Unidos, será responsável pela entrega imediata de 2,1 GW provenientes de reatores já em funcionamento nos estados de Ohio e Pensilvânia.

Já a startup Oklo fornecerá cerca de 1,2 GW a partir de seus reatores Aurora, com início previsto para o início da década de 2030. A empresa aposta em SMRs compactos para atender à crescente demanda de data centers.

A terceira parceria envolve a TerraPower, empresa cofundada por Bill Gates, que utiliza tecnologia de resfriamento por sódio líquido e sistemas de armazenamento térmico. A Meta terá acesso inicial a quase 700 MW, com opção de expansão para até 2,8 GW.

Impactos para o setor de tecnologia e energia

Os acordos reforçam uma tendência clara: a corrida pela infraestrutura energética necessária para sustentar a próxima geração de IA. Além de garantir eletricidade para seus próprios sistemas, a Meta contribui para acelerar a adoção comercial de novas tecnologias nucleares.

Especialistas apontam que, se bem-sucedidos, os projetos de SMRs podem redefinir o papel da energia nuclear na economia digital, oferecendo uma alternativa limpa e escalável para data centers em todo o mundo.

Paulo Junio

Paulo Júnio de Lima é Administrador com MBA em Marketing Digital e especialista em estratégia, inovação e gestão de projetos. Na Comunicação e Relações Públicas da Grande Loja Maçônica de Minas Gerais, desenvolve soluções para fortalecimento institucional. Com passagens por ORO, Agência Open, Brasil84 e VTIC, acumula experiência em marketing digital, branding e transformação digital. Certificado pelo IA Lab do Estúdio Kimura, aplica inteligência artificial em design, automação e comunicação. Membro ativo da Ordem DeMolay há mais de 18 anos, atua também em projetos sociais e educacionais.