A OpenAI investiu na Merge Labs, startup de interface cérebro-computador cofundada por Sam Altman, que busca conectar neurônios humanos à inteligência artificial por meio de tecnologias não invasivas, ampliando a fronteira entre biologia e IA.
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A OpenAI investiu na Merge Labs, startup de interface cérebro-computador cofundada por Sam Altman, que busca conectar neurônios humanos à inteligência artificial por meio de tecnologias não invasivas, ampliando a fronteira entre biologia e IA.
A OpenAI anunciou um investimento significativo na Merge Labs, startup de interface cérebro-computador (BCI) cofundada por seu próprio CEO, Sam Altman. A empresa saiu do modo stealth com uma rodada seed de US$ 250 milhões, avaliada em cerca de US$ 850 milhões, com a OpenAI liderando o maior cheque do aporte.
A Merge Labs se define como um laboratório de pesquisa dedicado a “conectar a inteligência biológica à inteligência artificial para maximizar as capacidades humanas”. Diferentemente de outras iniciativas no setor, a empresa afirma estar desenvolvendo tecnologias não invasivas, que utilizam moléculas e modalidades como ultrassom, em vez de eletrodos implantados cirurgicamente.
O objetivo é criar uma nova forma de comunicação entre neurônios e sistemas de IA, permitindo restaurar habilidades perdidas, melhorar estados de saúde cerebral e ampliar a interação humana com tecnologias avançadas.
O movimento posiciona Sam Altman em competição direta com Elon Musk, cuja startup Neuralink também desenvolve interfaces cérebro-computador, mas por meio de implantes cirúrgicos invasivos. A Neuralink foi avaliada em US$ 9 bilhões em sua última rodada, realizada em 2025.
Enquanto a Neuralink foca inicialmente em aplicações médicas, a Merge Labs parece mirar um futuro mais amplo, alinhado à visão do Vale do Silício de ampliar as capacidades humanas por meio da integração entre biologia e IA.
Em comunicado oficial, a OpenAI afirmou que as interfaces cérebro-computador representam uma nova fronteira para a interação entre humanos e inteligência artificial, criando formas mais naturais e intuitivas de comunicação com sistemas avançados.
A empresa também destacou que seus modelos de IA podem acelerar pesquisas em neurociência, bioengenharia e design de dispositivos, enquanto as interfaces neurais podem se beneficiar de sistemas capazes de interpretar intenção humana a partir de sinais limitados e ruidosos.
Além da Merge Labs, a OpenAI mantém parcerias e investimentos em outras empresas ligadas a Sam Altman, incluindo startups de energia nuclear e hardware de IA. O investimento reforça a estratégia da empresa de expandir sua atuação além do software, avançando para hardware, biotecnologia e infraestrutura de longo prazo.
A aposta também revive a antiga visão de Altman sobre o “merge” entre humanos e máquinas — uma ideia que ele defende desde pelo menos 2017 como um possível caminho para coexistir com inteligências artificiais cada vez mais avançadas.
Paulo Júnio de Lima é Administrador com MBA em Marketing Digital e especialista em estratégia, inovação e gestão de projetos. Na Comunicação e Relações Públicas da Grande Loja Maçônica de Minas Gerais, desenvolve soluções para fortalecimento institucional. Com passagens por ORO, Agência Open, Brasil84 e VTIC, acumula experiência em marketing digital, branding e transformação digital. Certificado pelo IA Lab do Estúdio Kimura, aplica inteligência artificial em design, automação e comunicação. Membro ativo da Ordem DeMolay há mais de 18 anos, atua também em projetos sociais e educacionais.
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