Apoiada por Marc Benioff, a June levanta US$ 20 milhões para resolver a integração de IA em grandes empresas, automatizando a conexão com sistemas legados e dados fragmentados.
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Apoiada por Marc Benioff, a June levanta US$ 20 milhões para resolver a integração de IA em grandes empresas, automatizando a conexão com sistemas legados e dados fragmentados.
A implementação de inteligência artificial em grandes corporações esbarra em um paradoxo: quanto mais as empresas buscam adotar a tecnologia, maior se torna a demanda por serviços profissionais especializados. Para contornar a dificuldade de integrar modelos de IA de forma confiável, o mercado tem recorrido à contratação massiva de engenheiros de implantação. Contudo, a June, startup que saiu do modo stealth nesta semana, propõe uma abordagem distinta para destravar a adoção corporativa da tecnologia.
A empresa captou US$ 20 milhões em rodada pré-seed liderada pela Time Ventures, fundo de Marc Benioff, com participação de nomes como Michael Dell, Aaron Levie e George Kurtz. A captação ocorreu sem a necessidade de uma apresentação formal, refletindo a confiança dos investidores no time fundador. A June é liderada por Efrat Rapoport, ex-executiva da Salesforce, junto com Ohad Hen, Barak Goldstein e Idan Tsitiat. O grupo já havia fundado a Bonobo AI, adquirida pela Salesforce em 2019, onde atuaram em iniciativas de IA antes de identificar as fricções dos clientes na integração dessas ferramentas.
O cerne do problema, segundo Rapoport, reside na infraestrutura legada das organizações. Antes que a IA gere valor real, é necessário lidar com dados fragmentados em plataformas como Salesforce, ServiceNow, Databricks e Workday, além de fluxos de trabalho complexos e anos de dívida técnica. Criar um modelo de agente de IA é a parte simples; o verdadeiro desafio é fazê-lo operar em um ambiente com dezenas de campos de banco de dados duplicados e utilizados de formas distintas por diferentes equipes.
Embora o mercado tema que a IA substitua as empresas de software tradicionais, a realidade corporativa exige compatibilidade com os ecossistemas existentes. A June aposta que a solução para a implantação de IA não está na adição exponencial de mão de obra humana, mas na criação de uma plataforma capaz de navegar e resolver a complexidade dos sistemas legados, simplificando a adoção da tecnologia em escala empresarial.
Imagem: Mikhail Nilov / Pexels — Pexels License
Paulo Júnio de Lima é Administrador com MBA em Marketing Digital e especialista em estratégia, inovação e gestão de projetos. Na Comunicação e Relações Públicas da Grande Loja Maçônica de Minas Gerais, desenvolve soluções para fortalecimento institucional. Com passagens por ORO, Agência Open, Brasil84 e VTIC, acumula experiência em marketing digital, branding e transformação digital. Certificado pelo IA Lab do Estúdio Kimura, aplica inteligência artificial em design, automação e comunicação. Membro ativo da Ordem DeMolay há mais de 18 anos, atua também em projetos sociais e educacionais.
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