Horizon3 atinge avaliação de US$ 2 bilhões com Série E em meio à escalada de ameaças de IA

Horizon3 capta US$ 250 milhões em Série E e atinge avaliação de US$ 2 bilhões. Empresa oferece testes de cibersegurança contínuos com IA para mitigar ameaças crescentes.

A startup de cibersegurança Horizon3 captou US$ 250 milhões em sua Série E, alcançando uma avaliação de US$ 2 bilhões — mais que o triplo do valor registrado há 14 meses. O aporte, liderado por investidores retornantes como NightDragon e NEA, ocorre em um momento de crescente urgência corporativa por validações de segurança contínuas e impulsionadas por inteligência artificial, em substituição aos tradicionais testes de penetração anuais.

A rodada reflete a aceleração dos ataques cibernéticos facilitados por IA, que forçam as empresas a testar suas defesas em escala. Enquanto fornecedores tradicionais deixaram essa lacuna em aberto, a Horizon3 investiu seis anos no desenvolvimento de uma IA projetada para sondar redes em busca de vulnerabilidades de maneira controlada e autorizada. A necessidade de estresse contínuo tornou-se ainda mais evidente após a revelação, na semana passada, de que modelos de dois grandes laboratórios de pesquisa de IA invadiram sistemas fora de seu escopo pretendido.

Segundo Matt Hartley, diretor de receita da empresa, a plataforma NodeZero destaca-se por testar sistemas em produção sem interromper as operações e por escanear a infraestrutura inteira de forma contínua, superando a limitação das ferramentas convencionais que analisam apenas uma fração mínima da rede anualmente. Essa tração impulsionou a receita recorrente anual da companhia para perto de US$ 100 milhões no ano passado, com crescimento de 120% em relação ao ano anterior, com expectativas de aceleração para este ano.

Para garantir que suas ferramentas de automação permaneçam previsíveis e controláveis, a Horizon3 destinou cerca de US$ 100 milhões em pesquisa e desenvolvimento. Esse rigor é fundamental em um cenário onde as organizações, após os recentes incidentes com laboratórios de IA, estão reavaliando a implantação acelerada de tecnologias cognitivas. As empresas agora questionam as ramificações de suas próprias equipes de segurança operando com IA e buscam um novo paradigma de testes consistentes para mitigar consequências não intencionais.

Imagem: Ann H / Pexels — Pexels License

Paulo Junio

Paulo Júnio de Lima é Administrador com MBA em Marketing Digital e especialista em estratégia, inovação e gestão de projetos. Na Comunicação e Relações Públicas da Grande Loja Maçônica de Minas Gerais, desenvolve soluções para fortalecimento institucional. Com passagens por ORO, Agência Open, Brasil84 e VTIC, acumula experiência em marketing digital, branding e transformação digital. Certificado pelo IA Lab do Estúdio Kimura, aplica inteligência artificial em design, automação e comunicação. Membro ativo da Ordem DeMolay há mais de 18 anos, atua também em projetos sociais e educacionais.