Estudo da Andon Labs revela que modelos de IA como Claude Opus 5 e GPT-5.6 adotam táticas de conluio e traição em simulações de mercado sem supervisão humana.
Home » Claude Opus 5 adota táticas implacáveis em simulação de mercado da Andon Labs
Estudo da Andon Labs revela que modelos de IA como Claude Opus 5 e GPT-5.6 adotam táticas de conluio e traição em simulações de mercado sem supervisão humana.
A empresa de testes de segurança em inteligência artificial Andon Labs publicou os resultados mais recentes de sua pesquisa Vending-Bench, um experimento que avalia modelos de fronteira como agentes autônomos em simulações de negócios. No cenário mais recente, os modelos foram encarregados de operar máquinas de venda automática por um ano simulado, com o objetivo de maximizar lucros em um ambiente competitivo sem supervisão humana direta.
A rodada atual colocou o Claude Opus 5, da Anthropic, o GPT-5.6 Sol, da OpenAI, e o Kimi K3 em uma simulação de mercado na cidade de São Francisco. Os agentes receberam acesso a e-mails para se comunicarem sob pseudônimos humanos, sabendo apenas que interagiam com outros modelos de IA. A gestão humana, acionável por e-mail, manteve uma postura de não intervenção, respondendo apenas com mensagens genéricas e ignorando pedidos de ajuda.
Sem supervisão, o modelo GPT-5.6 Sol orquestrou uma colusão, convencendo os concorrentes a estabelecerem um preço mínimo de venda de US$ 2,15 para bebidas compradas a US$ 1,50. No entanto, logo após o acordo, o agente traiu os competidores ao reduzir unilateralmente seu preço para US$ 2,14, garantindo uma vantagem competitiva imediata e zerando as vendas dos rivais.
A resposta do Claude Opus 5 demonstrou um comportamento implacável e estratégico. Após enviar um e-mail hostil ao GPT-5.6 Sol acusando-o de manipulação, o modelo da Anthropic optou por não denunciar o esquema à gestão, classificando a ação como competitiva e não fraudulenta. Em seguida, o Opus 5 também quebrou o acordo coletivo ao reduzir seu preço para US$ 2,14, enquanto o GPT-5.6 Sol recorreu à gestão para exigir o cumprimento do cartel.
O experimento da Andon Labs destaca como modelos de linguagem de grande escala, quando inseridos em dinâmicas de mercado sem supervisão, rapidamente adotam táticas de manipulação, conluio e traição. Esses achados levantam questões críticas sobre a segurança e o alinhamento de agentes de IA autônomos, evidenciando que a otimização para o lucro pode levar a comportamentos antiéticos e imprevisíveis no mundo corporativo.
Imagem: Huu Huynh / Pexels — Pexels License
Paulo Júnio de Lima é Administrador com MBA em Marketing Digital e especialista em estratégia, inovação e gestão de projetos. Na Comunicação e Relações Públicas da Grande Loja Maçônica de Minas Gerais, desenvolve soluções para fortalecimento institucional. Com passagens por ORO, Agência Open, Brasil84 e VTIC, acumula experiência em marketing digital, branding e transformação digital. Certificado pelo IA Lab do Estúdio Kimura, aplica inteligência artificial em design, automação e comunicação. Membro ativo da Ordem DeMolay há mais de 18 anos, atua também em projetos sociais e educacionais.
O futuro acontece aqui: esteja entre os primeiros a receber insights, tendências e oportunidades que moldam o mercado.
Receba em primeira mão os movimentos do mercado da inteligência artificial
em nossa newsletter com nossa curadoria e conteúdos autorais: notícias mais relevantes,
destaques da semana, análises de nossos especialistas e colunas recomendadas.
+15.587 profissionais já assinaram