Meta revê política que exigia uso intensivo de IA nas avaliações. Foco agora é no impacto real e no teste do novo agente Hatch, aliviando a pressão sobre os funcionários.
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Meta revê política que exigia uso intensivo de IA nas avaliações. Foco agora é no impacto real e no teste do novo agente Hatch, aliviando a pressão sobre os funcionários.
A Meta está formalmente encerrando seu programa de incentivos internos que condicionava o desempenho dos funcionários ao uso intensivo de ferramentas de inteligência artificial. Em um comunicado interno recente, a empresa informou que as avaliações de desempenho não dependerão mais do volume de utilização de chatbots e agentes, segundo relatos de colaboradores. A mudança representa um alívio para a equipe, que anteriormente enfrentava pressão para acumular o consumo máximo de tokens de IA.
A revisão nas métricas ocorre em um momento em que a companhia intensifica o teste do Hatch, seu mais recente e avançado projeto de inteligência artificial agêntica. Apesar do fim da exigência formal nas avaliações, o consumo de tokens pelos funcionários continua em alta, impulsionado pela experimentação da nova ferramenta. A nova diretriz substitui termos rígidos como uso de IA e designações como Nativo em IA por uma redação mais flexível, destacando que os resultados podem ser alcançados com o apoio da tecnologia ou por outros meios.
A política anterior, que avaliava os colaboradores com base no seu impacto impulsionado por IA, gerou controvérsias internas. Uma ação judicial movida em julho por cerca de duas dezenas de funcionários alega que a Meta violou leis antidiscriminação ao demitir trabalhadores em maio, penalizando injustamente aqueles que estavam em licenças de saúde ou familiares e, portanto, não podiam acumular métricas de uso. A empresa nega as acusações no processo em andamento.
Para os colaboradores, as alterações nas regras de avaliação são sutis, mas bem-vindas, pois eliminam a obrigação de utilizar inteligência artificial em cenários onde a tecnologia não faz sentido prático. A Meta reforçou, por meio de seu porta-voz, que as atualizações apenas buscam enfatizar a premissa original da empresa: avaliar os funcionários com base em suas contribuições reais e impacto no negócio, e não exclusivamente na forma como o trabalho é executado.
Imagem: Matheus Bertelli / Pexels — Pexels License
Paulo Júnio de Lima é Administrador com MBA em Marketing Digital e especialista em estratégia, inovação e gestão de projetos. Na Comunicação e Relações Públicas da Grande Loja Maçônica de Minas Gerais, desenvolve soluções para fortalecimento institucional. Com passagens por ORO, Agência Open, Brasil84 e VTIC, acumula experiência em marketing digital, branding e transformação digital. Certificado pelo IA Lab do Estúdio Kimura, aplica inteligência artificial em design, automação e comunicação. Membro ativo da Ordem DeMolay há mais de 18 anos, atua também em projetos sociais e educacionais.
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