Meta inicia produção de novos chips de IA em setembro com abordagem modular

Meta inicia produção de novos chips de IA em setembro com design modular. Estratégia visa reduzir custos com GPUs externas e sustentar investimentos bilionários em computação.

A Meta dará início à produção de sua nova geração de chips de inteligência artificial em setembro, adotando uma abordagem modular para o design dos semicondutores. A estratégia reflete a antecipação da empresa em relação à rápida evolução das demandas de IA, permitindo que os componentes sejam atualizados com mais agilidade. Segundo a companhia, cada geração da família MTIA é construída sobre a anterior, utilizando chiplets modulares e incorporando as mais recentes tecnologias de hardware e insights de carga de trabalho.

O desenvolvimento interno visa reduzir a dependência e os custos com a aquisição de GPUs de fabricantes como Nvidia e AMD, embora a Meta continue destinando volumes expressivos de recursos a esses fornecedores. Os novos chips serão empregados no treinamento de modelos para algoritmos de ranqueamento e recomendação, em cargas de trabalho de IA mais amplas e em inferência para seus aplicativos. A empresa produz seus próprios chips de IA desde 2023, em um movimento contínuo de verticalização de sua infraestrutura tecnológica.

Para sustentar essa ambição, a Meta prevê gastos de capital entre US$ 125 bilhões e US$ 145 bilhões neste ano, com a maior parte direcionada aos esforços de IA. A companhia tem fechado acordos globais de data centers e energia, planejando implantar 7 gigawatts de capacidade de computação neste ano e dobrar esse volume no próximo. Parcerias estratégicas também foram firmadas com a ARM para sistemas de recomendação, com a AMD para GPUs Instinct e com a Amazon para o uso de CPUs nativas do gigante de nuvem.

O movimento da Meta espelha uma tendência mais ampla no setor de tecnologia, onde grandes players buscam conter o fluxo de capital direcionado à Nvidia. A OpenAI apresentou recentemente um processador de inferência desenvolvido em conjunto com a Broadcom, e a Anthropic avalia a criação de seus próprios chips com a Samsung. Enquanto isso, Amazon e Google já desenvolvem seus próprios semicondutores para treinamento e inferência, impulsionando um ecossistema de startups focado em atender à demanda exponencial por capacidade computacional.

Paulo Junio

Paulo Júnio de Lima é Administrador com MBA em Marketing Digital e especialista em estratégia, inovação e gestão de projetos. Na Comunicação e Relações Públicas da Grande Loja Maçônica de Minas Gerais, desenvolve soluções para fortalecimento institucional. Com passagens por ORO, Agência Open, Brasil84 e VTIC, acumula experiência em marketing digital, branding e transformação digital. Certificado pelo IA Lab do Estúdio Kimura, aplica inteligência artificial em design, automação e comunicação. Membro ativo da Ordem DeMolay há mais de 18 anos, atua também em projetos sociais e educacionais.