Ollama capta US$ 65 milhões na Série B e consolida liderança em IA de código aberto

A Ollama, ferramenta de IA de código aberto, captou US$ 65 milhões na Série B, totalizando US$ 88 milhões. A startup atinge 8,9 milhões de usuários e está em 85% da Fortune 500.

A Ollama, ferramenta de código aberto voltada para o desenvolvimento de inteligência artificial, captou US$ 65 milhões em sua rodada Série B. A operação foi liderada pela Theory Ventures e eleva o total arrecadado pela empresa para US$ 88 milhões, considerando os US$ 15 milhões levantados anteriormente em uma Série A conduzida pela Benchmark. O aporte reflete a rápida tração da startup, que simplificou a execução de modelos de IA de peso aberto em computadores pessoais.

Lançada em 2023, a plataforma permite que programadores implementem modelos de IA em questão de minutos, abstraindo as complexas configurações de hardware. O sucesso da proposta é evidenciado por sua adoção massiva: a ferramenta é utilizada por mais de 8,9 milhões de desenvolvedores todos os meses e está presente em 85% das empresas da lista Fortune 500. No GitHub, o repositório acumula 176 mil estrelas e quase 17 mil forks, consolidando sua relevância na comunidade técnica.

O modelo de negócios da Ollama combina o uso gratuito local com assinaturas que variam de zero a US$ 100 mensais para acesso a modelos maiores e mais complexos hospedados em sua própria infraestrutura de nuvem. Diferentemente de concorrentes, a empresa precifica o uso com base no tempo de processamento da GPU, e não em limites de tokens. A visão estratégica dos fundadores, Jeff Morgan e Michael Chiang, é diretamente influenciada por sua experiência prévia na criação do Docker Desktop, após a aquisição de sua startup anterior, a Kitematic.

Para os investidores e para o mercado, a Ollama cumpre no ecossistema de IA o mesmo papel que o Docker desempenhou para a computação em nuvem: democratizar o acesso e facilitar a portabilidade. Segundo Morgan, os modelos abertos iniciais eram voltados exclusivamente para pesquisadores, o que dificultava sua adoção por programadores. Com uma equipe enxuta de apenas 14 funcionários, a empresa não divulgou sua nova avaliação ou receitas, mas sua penetração no mercado corporativo e entre desenvolvedores independentes já a estabelece como uma peça central na infraestrutura de IA local.

Paulo Junio

Paulo Júnio de Lima é Administrador com MBA em Marketing Digital e especialista em estratégia, inovação e gestão de projetos. Na Comunicação e Relações Públicas da Grande Loja Maçônica de Minas Gerais, desenvolve soluções para fortalecimento institucional. Com passagens por ORO, Agência Open, Brasil84 e VTIC, acumula experiência em marketing digital, branding e transformação digital. Certificado pelo IA Lab do Estúdio Kimura, aplica inteligência artificial em design, automação e comunicação. Membro ativo da Ordem DeMolay há mais de 18 anos, atua também em projetos sociais e educacionais.